Filha,feminina,escritora,mulher,amiga, divorciada, atriz, professora de teatro, ariana, curiosa e abusada. Adepta à tristezas e depressões. Gente sempre muito feliz é chato e nada humano.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Devaneios de saudade, num continente distante.
Ai que mundo belo, grande e cheio de coisas pra viver. Tantas escolhas, tantas opções. Viagens, cursos, comidas, lugares, histórias, artes...e a principio uma vida só. Por onde começar? E o que seria mais importante? Não sei, só experimentando e vivendo pra saber. Junto das escolhas, as consequências: irmãs siamesas, uma não existe sem a outra. Acho que um bom norte para as escolhas, é o coração, o sentimento, o amor. Já que viemos nessa vida pra aprender a amar. Ninguém nasce sabendo nada, e muita gente morre sem nem ter começado a sentir o que é amor. Amor de mãe não conta, é muito canastra. Falo do amor que a gente quer pra toda uma vida. Daquele que você rega todo dia, porque precisa, porque ele justifica tudo. O amor que vale a pena. Mas será que isso só existe em filmes? Por quê não temos paciência de esperá-lo? Por quê procuramos nos lugares mais impróprios? Por quê vamos tão longe? Ele é tão simples. O amor é simples, nós que não acreditamos que ele possa ser. Nós confundimos amor com sexo, com carência, com medo da solidão, com paixão, com chocolate, com satisfação, com Coca-Cola. Tenho saudades de um amor que vivi, mas que acabou porque ele morreu. O homem que me amava morreu. O homem que eu aprendi a amar se foi. Confesso que tive sorte de viver um amor tão verdadeiro nessa vida, e não sei se poderei vivê-lo de novo. Não acho que mereço, já sou agraciada demais por ter conhecido um amor correspondido. Desses que valem a pena, mas infelismente não foi pra vida toda, em matéria, em corpo presente, esse estará vivo e guardado pra sempre na minha memória. Era um amor simples, amor de abraços, amor de respeito. Amor de bilho nos olhos, de coração bater muito forte, amor da saudade doer. E ainda dói. Amor com tesão, amor de muitos orgasmos. Não gosto do clichê de amor rima com dor, é tão infantil. Toda dor de amor é suportável, tipo tatuagem. Uma dorzinha que incomoda, mas a gente aguenta porque quer que ela estampe a nossa pele, nos marque, nos deixe uma cicatriz. Nem que seja uma cicatriz na alma, na lembrança daquele olhar que nos alcança, que fala com o silêncio, que faz o coração sorrir, onde a guerra exploda lá fora, mas você está em paz. O cheiro do amor é inesquecível. Que saudades que eu sinto do amor.
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2 comentários:
Ainda sente falta do amor?! pois eis que estou a porta e bato, se abrirdes e me aceitares entrarei e searei contigo e tu searás comigo!
Ainda sente falta do amor?! pois eis que estou a porta e bato, se abrirdes e me aceitares entrarei e searei contigo e tu searás comigo!
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